Cuidador domiciliar x instituições residenciais (asilos, casas de repouso)

Cuidador domiciliar x instituições residenciais (asilos, casas de repouso)

O que devo considerar ao escolher entre um cuidador domiciliar e uma instituição residencial (asilos, casas de repouso, clínicas geriátricas)?

O envelhecimento populacional está acontecendo em meio à grandes mudanças sociais, culturais, econômicas, no sistema de valores e na configuração dos arranjos familiares.

No entanto, o crescimento da população idosa acompanha a incerteza das condições dos cuidados que receberão. Embora, a legislação estabeleça que o cuidado dos membros dependentes deva ser responsabilidade da família, isto se torna cada vez mais difícil pela própria mudança nas sociedades, com uma queda da natalidade, aumento do número de divórcios, aumento da participação da mulher – tradicional cuidadora – no mercado de trabalho.

Assim, Estado e mercado privado colaboram para que a família possa prover todo o cuidado ao seu familiar.

Nesse contexto, para que o idoso possa viver em condições de máxima autonomia, dignidade e liberdade, temos algumas alternativas.

Por um lado, as instituições residenciais (asilos, casas de repouso, clínicas geriátricas, abrigos e asilos), e por outro, os cuidadores e acompanhantes domiciliares. Ambos buscam resgatar ao idoso, seu bem-estar físico, mental, emocional e espiritual, através do suporte em suas atividades de vida diária.

 

As instituições residenciais:

(Checar instalações, equipamentos, pessoal, infraestrutura e serviços/lazer)

  • Com apartamentos equipados com TV, banheiro, frigobar e ar condicionado, oferecem serviços especializados, dentre eles: assistência médica e enfermagem, fisioterapia, psicologia, serviço social, nutrição, além de toda infra-estrutura de hotelaria.
  • A proposta é oferecer um ambiente acolhedor e arborizado. O atendimento especializado permite ainda que pessoas, que teriam de permanecer longos períodos internados em hospitais, possam se recuperar em um ambiente mais familiar, com ganho na qualidade de vida.
  • É preciso verificar se a casa possui certificação pela Anvisa.
  • É necessário ter uma enfermeira padrão sanitarista, um médico clínico geral, psiquiatra e atendimento de fisioterapia.
  • A equipe deve ter pessoas felizes com a vida, que gostam de cuidar e de pessoas, criativas, alegres, proativas e prestativas, que tenham muita paciência e carinho.
  • Corrimão e piso antiderrapante são obrigatórios.
  • Banheiros com alças de apoio, maçanetas de fácil funcionamento, enfermaria 24h, opções de entretenimento, serviços (mesmo que extra) de transporte para consultas e tratamentos, cabeleireiro, manicura, barbeiro, dentista etc.
  • Ambiente claro, limpo e com boa acessibilidade também é importante.
  • Verificar a presença de rampas em vez de escadas.
  • Checar a proximidade de parques, para que o idoso possa passear e estar próximo à natureza; ou ainda ambientes internos amplos para caminhada e jardins.
  • Horários livres de visita, podendo o familiar participar das refeições e das sessões de filmes. Deve ter pelo menos 5 refeições diárias, podendo ser mais vezes e o pessoal deve realizar a higienização sempre que necessário.
  • Checar serviço de quarto, camareira, lavanderia, cozinheira, copeira, garçons.
  • Checar se há equipamentos para pronto atendimento de urgência, andadores, cadeira de banho, camas especiais, cadeira de rodas.
  • Checar se a suíte possui todo mobiliário necessário: TV, frigobar, telefone, ventilador, ar condicionado, sistema de chamada de enfermagem.
  • Para minimizar riscos de maus cuidados, deve-se pesquisar, procurar indicações, e acompanhar seu familiar de perto sempre que possível.

 

Os acompanhantes domiciliares e cuidadores:

  • Sendo o cuidado realizado dentro da casa, são eles que devem se adaptar às rotinas do idoso, provendo suporte em todas as necessidades do seu familiar, como preparo e oferta da refeição, compras, cuidado com as roupas, seja lavando/passando, acompanhamento em consultas, e todas as rotinas de vida.
  • Valorizando a manutenção da família e da comunidade como ambiente terapêutico.
  • Buscam garantir a humanização do cuidado e preservar a independência, preservando as esferas socioculturais, psicológicas e de relações familiares.
  • Se o idoso estiver recebendo algum tratamento, pode fazê-lo em privacidade, resultando em uma recuperação mais rápida.

Importante lembrar que quem deve decidir onde morar é o próprio idoso, caso esteja em condições de fazê-lo.

Escrito por Cibele Takahashi – Fisioterapeuta

Graduada em Fisioterapia pelo CUSC (2002).

Pós-graduada em Fisioterapia em Terapia Intensiva pelo HCFMUSP (2003), Acupuntura pelo Instituto Mundial (2005) e Fisiologia do Exercício pelo HCFMUSP (2013).

Membro participante do Programa 10.000 Mulheres da FGV/Babson College (2016) e do curso de Capacitação Empreendedora do Fisioterapeuta pela FISIOCONSULT (2016).

Formação em Coaching Integral Sistêmico pela FEBRACIS (2017).

Atuação como fisioterapeuta assistencial por 15 anos em Home Care e Hospitais (2002 a 2017). Atuação como gerente e responsável técnica do serviço de Fisioterapia em hospital de médio porte durante 6 anos, responsável pelo recrutamento e treinamento de equipe e gestão administrativa (2007 a 2013) e como consultora em empresa de serviços médicos por 1 ano (2010 a 2011).

Sócia-proprietária em empresa na área de Recursos Humanos Grupo CuidarBabás e Cuidadores (2013 a atual).

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