

Ela também carrega afetos, memórias, vínculos e emoções. Na terceira idade, mudanças na forma de se alimentar podem ser um importante sinal de alerta para o sofrimento emocional — especialmente quando surgem perda de apetite, compulsão alimentar, tristeza persistente ou isolamento social.
Observar a relação do idoso com a comida é, muitas vezes, observar como ele está se sentindo por dentro.
A alimentação emocional acontece quando a comida passa a ser usada como resposta às emoções, e não apenas à fome física. Na velhice, isso pode ocorrer tanto pela redução do apetite quanto pelo consumo excessivo, especialmente de alimentos ricos em açúcar e gordura, que trazem conforto momentâneo.
Diferente do que muitos pensam, esse comportamento não é “frescura” nem falta de cuidado. Ele pode estar ligado a perdas, solidão, luto, depressão, ansiedade ou mudanças profundas na rotina.
Diversos fatores influenciam a alimentação emocional na terceira idade:
Quando o alimento deixa de ser prazer e passa a ser refúgio — ou perde completamente o sentido — algo precisa ser olhado com mais atenção.
Alguns comportamentos merecem observação cuidadosa por parte da família e dos cuidadores:
Esses sinais não devem ser vistos isoladamente, mas em conjunto com o comportamento emocional e social do idoso.
Para muitos idosos, a alimentação está profundamente ligada à memória afetiva: almoços em família, receitas tradicionais, encontros e celebrações. Quando esses vínculos se perdem, a comida pode deixar de fazer sentido — ou se tornar um substituto emocional.
Comer menos pode significar desânimo, tristeza ou depressão. Comer demais pode indicar ansiedade, solidão ou tentativa de preencher vazios emocionais.
Em ambos os casos, o corpo está comunicando algo que precisa ser acolhido.
Família e cuidadores são peças-chave para identificar e acolher esses sinais com sensibilidade. Algumas atitudes fazem toda a diferença:
Cuidar da alimentação também é cuidar da emoção.
Se as alterações alimentares persistirem ou vierem acompanhadas de tristeza profunda, isolamento, apatia ou alterações de peso significativas, é fundamental buscar orientação de profissionais como nutricionistas, psicólogos e médicos.
A alimentação emocional não deve ser ignorada — ela pode ser um dos primeiros sinais de sofrimento psíquico na terceira idade.
Na velhice, comer não é apenas manter o corpo saudável. É preservar vínculos, autonomia, prazer e dignidade. Quando o idoso se sente acolhido, ouvido e pertencente, a relação com a comida tende a se equilibrar.
Olhar com atenção para a alimentação do idoso é olhar para sua saúde emocional. E, muitas vezes, esse olhar atento é o primeiro passo para oferecer cuidado, presença e qualidade de vida.
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