Bebês prematuros crescem menos?

Bebês prematuros crescem menos?

Bebês prematuros – é necessário atenção especial durante todo o período de crescimento para aqueles que nascem antes do tempo.

De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, no Brasil mais de 12% dos nascimentos no país acontecem antes da gestação completar 37 semanas, este número é bem alto comparado aos países europeus. Para ser considerado um bebê prematuro o nascimento acontece antes da 37ª semana de gestação, porém existem 3 níveis de prematuros:

  • extremamente prematuro: menos de 28 semanas de gestação
  • muito prematuro: 28 a 32 semanas de gestação
  • pré-termo moderado a tardio: 32 a 37 semanas de gestação
  • prematuro tardio: 34 a 36 semanas e 6 dias de gestação

Essas subcategorias são usadas para uma distinção adicional para os cuidados especiais que todo prematuro deve ter ao nascer.

Crescimento do prematuro

Segundo o artigo “Crescimento de crianças nascidas prematuras” do portal Scielo, crianças nascidas prematuras podem passar por um período de restrição do crescimento logo após o nascimento. A normalização do crescimento tem início nos primeiros meses de vida, podendo ocorrer de forma lenta e progressiva. Muitas vezes essas crianças mantêm-se mais baixas e com menor peso durante toda a infância quando comparadas com crianças nascidas após a 38ª semana de gestação. Em alguns casos, a recuperação completa só ocorre na adolescência. Entretanto, algumas crianças não conseguem recuperar totalmente o ganho de peso e altura, e adultos nascidos prematuros apresentam maior risco de baixa estatura. O comprometimento do crescimento é mais significativo naquelas nascidas prematuras e pequenas para a idade gestacional. Fatores como estatura-alvo, peso ao nascimento, idade gestacional, intercorrências neonatais e escolaridade materna interferem no potencial de crescimento. Porém é necessário atenção especial durante todo o período de crescimento para aqueles que nasceram prematuros.

O que é a curva do crescimento?

Desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é um padrão internacional para acompanhar o crescimento e o estado nutricional das crianças. As curvas são obtidas a partir do cálculo entre a idade da criança e variáveis como o peso, a altura e o perímetro da cabeça. Os parâmetros padronizados possibilitam a avaliação de crianças de qualquer país, independente de etnia, condição socioeconômica e tipo de alimentação. A única variável é o sexo, pois meninos e meninas têm padrões diferentes de crescimento, e por este motivo as curvas são distintas. O objetivo é que problemas como desnutrição, sobrepeso, obesidade e outras condições associadas ao crescimento e à nutrição da criança possam ser detectados e tratados precocemente.

A avaliação do crescimento do recém-nascido é um parâmetro necessário para identificar sua condição de saúde e alcançar uma vida saudável. O crescimento físico do bebê prematuro é avaliado, também, pelas medidas do peso, comprimento e perímetro cefálico (craniano), utilizando-se um gráfico que corrige o tempo que o bebê nasceu prematuro, sendo um para meninos e outro para meninas.

Acesse os links abaixo para conhecer mais sobre as curvas de crescimento (site da OMS):
Curvas da OMS (2006) – 0 a 5 anos: http://www.who.int/childgrowth/en/
Curvas da OMS (2007) – 5 a 19 anos: http://www.who.int/growthref/en/

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria orientam que as curvas da OMS sejam usadas para o acompanhamento médico do crescimento das crianças. Além do uso no consultório, no qual o pediatra faz o acompanhamento da evolução do bebê juntamente com a família, é importante que a própria família possua esses registros, para acompanhamento futuro mesmo que em locais diferentes de consulta.

Lembre-se que ter uma rotina de acompanhamento periódico de um pediatra, é essencial para o desenvolvimento da criança.

No site do Ministério da Saúde está disponível a caderneta de saúde da criança, nas versões para menino e menina, acesse: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_saude_crianca_5ed.pdf

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Fontes:

Ministério da Saúde
Organização Mundial da Saúde
www.scielo.br/pdf/abem/v55n8/06.pdf

 

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