Cuidado em todas as idades

Cuidado em todas as idades

Quem precisa de um cuidador?

Nos diferentes papéis que ocupamos na vida, há geralmente um de cuidador, quer seja profissionalmente, porque temos profissões direcionadas para o cuidado do outro, quer no seio familiar, porque cuidamos dos nossos filhos e/ou dos nossos pais ou de algum familiar doente, quer no seio social, quando somos o ombro amigo dos nossos amigos em sofrimento.

No Brasil, quando falamos em cuidadores, este papel está quase sempre vinculado a idosos. Enquanto, na prática, a realidade é bem diferente. O cuidador ou o acompanhante é uma pessoa que auxilia outra pessoa em suas atividades de vida diária, sejam hábitos de higiene, locomoção, vestir-se, alimentar-se. Saindo da parte técnica, há o aspecto psicoemocional, ela faz companhia, cria uma relação de afetividade, de compartilhamento com o outro, suprindo a necessidade de estar com alguém, fazendo com que assim, sinta-se seguro em ter suas necessidades básicas, gostos e vontades supridos.

Desta forma, o acompanhante ou cuidador se aplica a qualquer pessoa que tenha alguma limitação física (pessoas hospitalizadas, acidentadas, em pós-operatório, acamadas), doenças psiquiátricas que necessitem supervisão (depressão e esquizofrenia), portadores de síndromes que levem a atrasos no desenvolvimento ou dependência em alguma atividade (síndrome de down, autismo), sejam crianças, adultos ou idosos.

O fato é que nem todo paciente doente ou acamado necessita da assistência de um profissional de enfermagem 24 horas. Se num primeiro momento, um paciente necessita de procedimentos técnicos continuados e dos serviços de enfermagem durante tempo integral, a partir de sua melhora clínica, a permanência dos profissionais na residência poderá ser reduzida para um programa de visitas periódicas ou até evoluir para a alta.

Muitos pacientes – como é o caso dos portadores de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade – podem, inclusive, se beneficiar apenas com programas de prevenção, que incluem ações educativas, monitoramento por telefone e, em alguns casos, visitas no domicílio. Outros casos, como idosos portadores de doenças degenerativas, como Alzheimer, por exemplo, também exigem empenho específico dos familiares, que devem estar preparados para os cuidados necessários a estes pacientes.

Neste cenário, se torna evidente a importância do papel desempenhado pelo cuidador. É ele quem irá auxiliar o paciente em seu cotidiano, quem acompanha de perto a evolução do plano terapêutico e torna-se um importante componente da equipe de cuidados. Portanto, é cada vez mais necessária a ampliação de ações que tenham o cuidador como sujeito principal, para que essa atividade seja reconhecida e investida em práticas adequadas, trazendo benefícios tanto para quem cuida quanto para quem é cuidado.

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