O envelhecimento e o sistema locomotor

O envelhecimento e o sistema locomotor

Com o envelhecimento ocorrem algumas mudanças fisiológicas na composição corporal e nos sistemas musculoesquelético e cardiorrespiratório, como por exemplo, a diminuição da massa muscular, da massa óssea, aumento do porcentual de gordura, bem como sua redistribuição pelo corpo, diminuição da taxa metabólica de repouso, diminuição da resistência cardiorrespiratória, alterações da cartilagem articular entre outros processos degenerativos, que levam à diminuição da função locomotora.

Além disso, se o idoso tiver um estilo de vida sedentário a longo prazo, o organismo como um todo se mantém em um estado basal inflamatório devido ao aumento das citocinas pró-infamatórias, o que pode causar dores além de elevar o risco cardiovascular.

Patologias e algumas condições podem fazer também com que a pessoa precise ficar restrita ao leito por algum tempo e sendo o sistema musculoesquelético muito responsivo à demanda, em pouco tempo tem-se importantes prejuízos motores.

A força muscular é fundamental para a realização das atividades de vida diária, como caminhar, vestir-se e alimentar-se. Manter-se independente no autocuidado é importante para que o idoso sinta-se valorizado e feliz; desta forma, ao estimularmos a atividade física para o idoso, buscamos a manutenção de sua autonomia funcional para as atividades cotidianas e a qualidade de vida.

O exercício aeróbio pode manter ou melhorar aspectos da saúde, função cardiovascular, consumo máximo de oxigênio entre outros. O treinamento de força aumenta o gasto calórico, a massa muscular e a potência, reduzindo as dificuldades de desempenho nas atividades de vida diária.

Assim, as atividades físicas vão minimizando efeitos do envelhecimento biológico e aumentando a expectativa de vida, limitando o desenvolvimento e progressão de doenças crônicas incapacitantes.

Vale ressaltar que o exercício físico deve ser incentivado para todos os indivíduos e não somente para a terceira idade, de forma regular e constante. Os exercícios devem ser programados individualmente, respeitando suas limitações físicas e reserva energética, especialmente em situações de patologia.

Escrito por Cibele Takahashi – Fisioterapeuta

Graduada em Fisioterapia pelo CUSC (2002).

Pós-graduada em Fisioterapia em Terapia Intensiva pelo HCFMUSP (2003), Acupuntura pelo Instituto Mundial (2005) e Fisiologia do Exercício pelo HCFMUSP (2013).

Membro participante do Programa 10.000 Mulheres da FGV/Babson College (2016) e do curso de Capacitação Empreendedora do Fisioterapeuta pela FISIOCONSULT (2016).

Formação em Coaching Integral Sistêmico pela FIBRACIS (2017).

Atuação como fisioterapeuta assistencial por 15 anos em Home Care e Hospitais (2002 a 2017). Atuação como gerente e responsável técnica do serviço de Fisioterapia em hospital de médio porte durante 6 anos, responsável pelo recrutamento e treinamento de equipe e gestão administrativa (2007 a 2013) e como consultora em empresa de serviços médicos por 1 ano (2010 a 2011).

Sócia-proprietária em empresa na área de Recursos Humanos Grupo CuidarBabás e Cuidadores (2013 a atual).

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