O papel da família com o paciente de Alzheimer

O papel da família com o paciente de Alzheimer

Doença progressiva e degenerativa.

A origem do nome da Doença de Alzheimer (DA) ou Mal de Alzheimer, é uma homenagem ao psiquiatra alemão Alois Alzheimer, responsável por descrever a doença.

É uma doença neurológica degenerativa, que se caracteriza por quadro demencial progressivo e irreversível, com comprometimento inicial cognitivo, com perda da memória para fatos recentes, podendo afetar mais tarde todo o funcionamento do organismo. Ainda sem cura, atualmente atinge cerca de 1,5 milhão brasileiros.

Sintomas da doença de Alzheimer

De acordo com Célia Caldas, em O Idoso em processo de Demência: o impacto na família, os sintomas iniciais são pouco perceptíveis e vão progredindo gradualmente.

Estágio inicial

Encontramos desorganização, pobreza de vocabulário, problemas de memória, discernimento prejudicado. Nesta fase, as funções motoras e sensoriais estão normais.

Estágio intermediário

Piora das funções intelectuais, substituição de palavras de forma incorreta ou uso de palavras e frases sem sentido, compreensão prejudicada, memória remota e recente bastante reduzidas, capacidade de cálculo e cópia prejudicadas. A pessoa pode apresentar sintomas depressivos e momentos de agitação e perambulação. Funções motora e sensorial normais.

Estágio final

Perda total das habilidades cognitivas e motoras. Ocorre dificuldade na fala e incontinência fecal e urinária e dependência para suas atividades.

O papel da família

É normal a família levar um tempo para assimilar o diagnóstico da doença de Alzheimer, porém é importante que os familiares mais próximos sejam informados e que busquem apoio.

Entender e aceitar a condição do doente, permite que se tenha um melhor acompanhamento da evolução do Alzheimer, envolvendo-se assim com o cuidado e transformando-se pelo próprio processo de cuidar e de conviver com o seu familiar, em suas diferentes fases.

A rotina da pessoa com Alzheimer muda, bem como das pessoas mais próximas, que sentirão uma grande demanda emocional pela progressão da doença. Isso fica perceptível quando, mesmo com todos os cuidados pelo bem-estar do seu familiar, qualquer descuido pode agravar o seu quadro, e ainda, que mesmo com sua dedicação o quadro não se reverte.

Em algum momento o sentimento de cansaço e sofrimento aparecerá, mas isso pode ficar mais leve considerando uma boa rede de suporte. Desta forma, acreditamos que a pessoa que cuida estando bem, todos a sua volta também estarão.

Ter uma estrutura de apoio além de ser benéfico para todos, é estratégico principalmente no aprendizado em lidar com os desafios da doença, e do ponto de vista do cuidador, pois ele terá suporte emocional e material sem se privar da sua própria vida.

Apesar de haver poucos estudos na área da família com doentes de Alzheimer, é de suma importância que os envolvidos recebam atenção específica dos profissionais da saúde.

Cuidador de pessoa com Alzheimer

Ainda não se sabe quanto tempo pode durar a doença, mas a presença de um cuidador de forma gradual desde o início é um bom caminho para adaptação da pessoa e, também, da família.

Na fase inicial, o cuidador pode ajudar em atividades paralelas como o preparo das refeições e tarefas domésticas. Na fase mais aguda da doença, o papel do cuidador será de extrema importância, ele ficará responsável pela higiene pessoal, troca de roupas, alimentação, administração dos medicamentos, acompanhamento médico e demais atividades que forem necessárias.

Não podemos esquecer que atitudes agressivas por parte do idoso, passam a ser mais frequentes com o desenvolvimento da doença, e por esse motivo é preciso muita paciência e preparo por parte do cuidador para lidar com estes momentos. Por isso, o profissional a ser contratado deve ter experiência e conhecimentos sobre a doença.

A doença de Alzheimer é uma doença desgastante, e o papel do cuidador vai além dos cuidados com o enfermo, ele também ajudará no apoio emocional da família estimulando e orientando para que todos convivam em harmonia para garantir uma boa qualidade de vida para o idoso.

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Fontes:

t/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862017000100011

http://books.scielo.org/id/d2frp/pdf/minayo-9788575413043-05.pdf

www.blog.saude.gov.br

www.idosos.com.br

 

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